BALANÇO DO COVID-19

Covid-19: Em 2021, média de casos positivos por dia é 450% maior que no ano passado

 

Um levantamento feito pela Vigilância em Saúde de Paranavaí aponta uma dura realidade: o nível de contaminação e o número de óbitos de pacientes com Covid-19 na cidade continuam crescendo em ritmo acelerado. A média de casos positivos por dia, por exemplo, já chega a ser 450% maior que em 2020.

 

De 1º de janeiro a 10 de abril de 2021 (100 dias deste ano) já foram registrados 4.342 casos positivos da doença e 102 óbitos. Em média, foram 44 casos positivos e 1 óbito por dia. 

 

O comparativo com os números registrados nos 9 meses e meio de enfrentamento à pandemia em 2020 traz uma diferença assustadora. De 23 de março (quando foi registrado o primeiro caso confirmado de Coronavírus em Paranavaí) até 31 de dezembro de 2020 foram registrados 2.320 casos confirmados e 35 óbitos de pacientes com Covid-19 – em média 8 casos positivos por dia e 1 óbito a cada 7 dias e meio.

 

“É um crescimento gritante. De 8 casos positivos por dia, passamos para 44 – um aumento de 450%. Em 100 dias, já registramos três vezes mais óbitos que em quase 10 meses de pandemia no ano passado. Isso nos mostra que está havendo um relaxamento novamente nos cuidados básicos (uso de máscara, higienização constante das mãos e distanciamento social). E nossa preocupação aumenta ainda mais com o agravamento dos casos por conta da circulação de novas cepas, mais fortes e agressivas”, avalia a secretária de Saúde, Andréia Vilar.

 

Perfil dos óbitos – Desde o início da pandemia até o dia 10 de abril deste ano, Paranavaí já registrou 137 óbitos de pacientes com Covid-19, que morreram em decorrência de complicações da doença. Deste total, 65 foram óbitos de mulheres e 72 homens. Além disso, 38 pessoas não tinham qualquer doença pré-existente relacionada e outras 99 tinham comorbidades associadas.

 

O paciente mais novo que entrou em óbito por complicações do Covid-19 em Paranavaí foi um homem de 27 anos que não tinha qualquer doença pré-existente relacionada. Já a pessoa mais idosa era uma mulher de 101 anos que tinha fibrilação atrial como comorbidade associada.

 

Dos 137 óbitos registrados na cidade, 34 foram de pessoas com até 59 anos de idade, ou seja, fazem parte do grupo considerado como PEA – População Economicamente Ativa. Os outros 103 pacientes tinham a partir de 60 anos. 

 

Fonte: Assessoria Prefeitura